Nossa às vezes meu amigo é uma tristeza doida, orgânica, incontrolável, sem jeito- só escapa quem arranja um jeito de chorar. só resolve com uma noite bem mal dormida e um dia posterior de ressaca. uma tristeza que só se deixa diluir quando nada mais fizer sentido. por que o sentido das coisas tá na saudade e saudade eu não quero mais. e o amor dá medo mas a gente mesmo assim fica querendo.
a quietude da tristeza...ficar quieta não é só pra exercer o capricornianismo nem o profissionalismo não, ficar quieta é sentir.
... deixa eu aqui chorando até eu começar a escrever deixa... por que não chorar é que sufoca. e eu com vergonha só consigo fazer isso sozinha. chorar assim é se vulnerabilizar, e que bonito é quem não tem vergonha de chorar na frente de outros.
eu não quero entrar no assunto ai-que-dó-que-dá-de-mim mas evitar o o-que-foi-que-aconteceu-com-a-gente hoje tá difícil. pra diluir esses hormônicos têpêeminêuticos eu penso: quer saber? o estranho mesmo é ser normal.
e vamos lá dona Maria, vamos lá que tamo junto nessas.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
E não sou só eu que acho que suar é uma coisa boa. Ontem em uma conversa com meu vô João ele disse:
"Outra coisa boa é suar e eu concordo. Abre os poros. O suor é natural. Quer coisa melhor que suar e tomar um banho? Ficar só ali parado não é bom. Depois pra pessoa isso vai ser ruim. Suar te vem mais saúde. "
"Outra coisa boa é suar e eu concordo. Abre os poros. O suor é natural. Quer coisa melhor que suar e tomar um banho? Ficar só ali parado não é bom. Depois pra pessoa isso vai ser ruim. Suar te vem mais saúde. "
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
menos badulaques
Eu fui para os Estados Unidos e voltei menos consumista, mais saudável e mais inspirada a viver uma vida sem influÊncia de nada que me diga como a vida deve ser. caramba hein?
por isso presumo que é normal que eu me sinta um pouco depressiva agora. não tenho ido a lugares que me permitam ver o dia. parece que voltei a ficar presa nessa estrutura que eu criei- na receita de como a vida deve ser. e eu sei que na verdade eu não preciso de nada disso, eu preciso é de inspiração. sim eu sou do tipo de pessoa que se inspira em quem dá a volta ao mundo num veleiro. eu acho que fazer esse tipo de coisa é sentir-se vivo.e cada vez mais quero ir para os Andes.
é verdade que televisão não me deixa viva, fofoca não me deixa viva, dinheiro não me deixa viva, casamento não me deixa viva mas respirar sim, suar sim, amar sim, plantar sim, simples assim.
eu vou inventar um discurso motivador. e vou sair por aí motivando gente que só fica entre quatro paredes e esqueceu que a vida é uma benção- eu vou dizer que eles já sabem disso e só estão fingindo. alias as pessoas fingem muito bem que isso é vida e que é tudo assim mesmo- sem cor, sem alma, sem toque, sem vontade, sem organicidade. eu quero mais coisas sujas, mais terra, mais fluídos, menos plásticos e conservantes.
eu tô cansada de plásticos e conservantes- a as outras opções são poucas. como foi que a gente deixou isso acontecer?a gente endoideceu de vez. que nem fala naquela música do relicário.
tudo bem que as coisas tem um lado negro, mas dá pra ser um lado negro menos eletrônico? menos sindromes da modernidade? as síndromes da modernidade que se lasquem também. como pode um ser saudável recusar o movimento?um dos propósitos da vida... você nasceu do movimento.
esse tédio do conforto e o desconforto do tédio.
também não tô falando que você deve ser um maníaco por exercícios físicos e academia- esses são outros chatos.
tô falando de movimento no geral se não for do corpo que seja da mente, uma mente passível de ser virada de ponta cabeça de vez em quando. por que idéias estáticas só atrem coisa ruim...pessoas estagnadas naquele seu ponto paradigmático.
a verdade é que a gente só tem que fazer o que decidimos na cabeça que tem que ser feito- e na minha ando colocando menos badulaques.
por isso presumo que é normal que eu me sinta um pouco depressiva agora. não tenho ido a lugares que me permitam ver o dia. parece que voltei a ficar presa nessa estrutura que eu criei- na receita de como a vida deve ser. e eu sei que na verdade eu não preciso de nada disso, eu preciso é de inspiração. sim eu sou do tipo de pessoa que se inspira em quem dá a volta ao mundo num veleiro. eu acho que fazer esse tipo de coisa é sentir-se vivo.e cada vez mais quero ir para os Andes.
é verdade que televisão não me deixa viva, fofoca não me deixa viva, dinheiro não me deixa viva, casamento não me deixa viva mas respirar sim, suar sim, amar sim, plantar sim, simples assim.
eu vou inventar um discurso motivador. e vou sair por aí motivando gente que só fica entre quatro paredes e esqueceu que a vida é uma benção- eu vou dizer que eles já sabem disso e só estão fingindo. alias as pessoas fingem muito bem que isso é vida e que é tudo assim mesmo- sem cor, sem alma, sem toque, sem vontade, sem organicidade. eu quero mais coisas sujas, mais terra, mais fluídos, menos plásticos e conservantes.
eu tô cansada de plásticos e conservantes- a as outras opções são poucas. como foi que a gente deixou isso acontecer?a gente endoideceu de vez. que nem fala naquela música do relicário.
tudo bem que as coisas tem um lado negro, mas dá pra ser um lado negro menos eletrônico? menos sindromes da modernidade? as síndromes da modernidade que se lasquem também. como pode um ser saudável recusar o movimento?um dos propósitos da vida... você nasceu do movimento.
esse tédio do conforto e o desconforto do tédio.
também não tô falando que você deve ser um maníaco por exercícios físicos e academia- esses são outros chatos.
tô falando de movimento no geral se não for do corpo que seja da mente, uma mente passível de ser virada de ponta cabeça de vez em quando. por que idéias estáticas só atrem coisa ruim...pessoas estagnadas naquele seu ponto paradigmático.
a verdade é que a gente só tem que fazer o que decidimos na cabeça que tem que ser feito- e na minha ando colocando menos badulaques.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Eu queria ser Manoel de Barros
Eu sou uma pessoa feliz, às vezes só o jeito de falar dos meus avós já me deixa com o coração doce.
É bom ter no mínimo pelo menos.
Quem está na falta fica querendo ter de tudo. Quem acha que tem de tudo tá sempre com falta do que precisa.
É bom ter no mínimo pelo menos.
Quem está na falta fica querendo ter de tudo. Quem acha que tem de tudo tá sempre com falta do que precisa.
Caso de amor
uma estrada é deserta por dois motivos: por abandono ou por desprezo.
esta que eu ando nela agora é por abandono. chega que os espinheiros a estão abafando pelas margens. esta estrada melhora muito de eu ir sozinho nela. eu ando por aqui desde pequeno. e sinto que ela bota sentido em mim.
eu acho que ela manja que eu fui para a escola e estou voltando agora para revê-la. ela não tem indiferença pelo meu passado. eu sinto mesmo que ela me reconhece agora, tantos anos depois.
eu sinto que ela melhora de eu ir sozinho sobre seu corpo. de minha parte eu achei ela bem acabadinha.
sobre suas pedras agora raramente um cavalo passeia. e quando vem um, ela o segura com carinho. eu sinto mesmo hoje que a estrada é carente de pessoas e de bichos. emas passavam sempre por ela esvoaçantes. bando de caititus a atravessavam para ir ao rio do outro lado.
eu estou imaginando que a estrada pensa que eu também sou como ela:um coisa bem esquecida. pode ser. nem cachorro passa mais por nós.
mas eu ensino para ela como se deve comportar na solidão. eu falo:
deixe deixe meu amor, tudo vai acabar. numa boa: a gente vai desaparecendo igual quando carlitos vai desaparecendo no fim de uma estrada…
deixe, deixe, meu amor.
Manoel de Barros
esta que eu ando nela agora é por abandono. chega que os espinheiros a estão abafando pelas margens. esta estrada melhora muito de eu ir sozinho nela. eu ando por aqui desde pequeno. e sinto que ela bota sentido em mim.
eu acho que ela manja que eu fui para a escola e estou voltando agora para revê-la. ela não tem indiferença pelo meu passado. eu sinto mesmo que ela me reconhece agora, tantos anos depois.
eu sinto que ela melhora de eu ir sozinho sobre seu corpo. de minha parte eu achei ela bem acabadinha.
sobre suas pedras agora raramente um cavalo passeia. e quando vem um, ela o segura com carinho. eu sinto mesmo hoje que a estrada é carente de pessoas e de bichos. emas passavam sempre por ela esvoaçantes. bando de caititus a atravessavam para ir ao rio do outro lado.
eu estou imaginando que a estrada pensa que eu também sou como ela:um coisa bem esquecida. pode ser. nem cachorro passa mais por nós.
mas eu ensino para ela como se deve comportar na solidão. eu falo:
deixe deixe meu amor, tudo vai acabar. numa boa: a gente vai desaparecendo igual quando carlitos vai desaparecendo no fim de uma estrada…
deixe, deixe, meu amor.
Manoel de Barros
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