- Parabéns Pedroca!!
- Obrigado Cá!
- E aí quantos anos?
- 13 já.
- Caraca! 13! Tá preparado?
- Pra quê?
- Você se lembra de muita coisa de quando você tinha 3, 5 , 7..10 anos?
- Hehe não...bem pouco
- Pois então, agora com 13 você já vai começar a lembrar de tudo
- Hahahahha é mesmo?
- É mesmo, eu lembro
...conversa vai; conversa vem...
- Mas então tá bom meu amor, te vejo em menos de dois meses!
- Aii que legal não vejo a hora! Eu lembro de quando você ficava me jogando no ar assim, nossa mano eu sou maior magrelo!
- Hahaha fica sussa, depois dos treze você começa a engordar também.
- Hehe então tá cá, sei lá ...dá uma olhada em tudo aí
- Como assim "dá uma olhada em tudo"?
- Ah aproveita seus dias aí, às vezes a gente passa por uma coisa que a gente pensa que é ruim mas depois sente saudade.
- Caraca, obrigada por me falar isso agora.
- hehe
- um beijo meu lindo
- beijo Cá
Isso parece muito com a felicidade, mas não é. Felicidade exige muito mais.
Essa alegria me foi concedida com muita facilidade e esse prazer eu consumo.
Essa alegria fácil, no entanto, é uma benção.
É como se a gente ganhasse uma flor de Deus.
Sem razão essa alegria vem.
Sem razão essa alegria vai.
E assim aceito ser feliz de graça, ser feliz de boba por horas e horas.
A felicidade por sua vez eu cativo.
A felicidade só vem mesmo quando cada dia passa a ser visto como uma oportunidade de aprender a ser feliz.
NInguém merece ser feliz... a não ser que você reconheça que merecer vem de mérito, e o mérito vem do esforço.
e permito que se confunda
permito que se irrite
permito que se estranhe
permito que se liberte do que não quiser mais ser, a qualquer momento
permito que mude as certezas,
desde as de como a vida deve ser até as pequenas opiniões
(quem eu amo tem o direito de dizer que prefere o calor no inverno e o frio no verão)
Dos que eu amo
considero as circunstâncias por trás do discurso
mas considero o discurso também.
Deixo que o amor seja
vivendo e morrendo em mim
se desdobrando nos dias.
O temor que eu causo nos esquilos me assusta.
Eles tremem, ficam desnorteados quando eu passo.
E olha que geralmente eu passo cantando.
Mal sabem eles o quanto eu queria que a gente se entendesse.
Queria ficar amiga de um, saber reconhece-lo entre os outros.
Em um dia especial para gente poderia ate segura-lo na mao.
Para firmar nosso entendimento.
E ele pararia com essas esquilitices comigo, e eu pararia com minhas esquilitices com o mundo.
E o medo so viria quando necessario.