terça-feira, 24 de maio de 2011

Os esquilos e eu.

O temor que eu causo nos esquilos me assusta.
Eles tremem, ficam desnorteados quando eu passo.
E olha que geralmente eu passo cantando.
Mal sabem eles o quanto eu queria que a gente se entendesse.
Queria ficar amiga de um, saber reconhece-lo entre os outros.
Em um dia especial para gente poderia ate segura-lo na mao.
Para firmar nosso entendimento.
E ele pararia com essas esquilitices comigo, e eu pararia com minhas esquilitices com o mundo.
E o medo so viria quando necessario.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

São quatro passos simples:

Primeiro você não sabe que você não sabe.(A ignorância é uma benção)

Logo você sabe que você não sabe (e dá um vazio, um desespero)

Ao tomar uma atitude pra então saber aquele negócio, você chega na fase em que você nem sabe que você sabe.

Com o tempo,e se a vontade e a prática persistem, você pode olhar pra trás e dizer: agora eu sei que eu sei.

E começa tudo novamente.

sábado, 26 de março de 2011

The truth or one truth?

Nothing can be the truth for everybody,

But this is just another truth.

And nothing can be the truth for everybody.

So if you believe that there is only one truth,

This is also just another truth.

And nothing can be the truth for everybody.

terça-feira, 15 de março de 2011

De onde veio o cafe?

Ontem em uma cafeteria li a frase no balcao “ O café ao contrario do que muitos pensam nao foi originado no Brasil nem na Colombia, mas sim na Etiopia” .

Ok.

Nem passou pela minha cabeca que eu fosse ter uma oportunidade tao rapida de utilizar essa informacao pra alguma coisa, mas essas sutis oportunidades Deus nos da.

Foi logo quando cheguei hoje de manha no aeroporto de Columbus que me apareceu o Abud, um taxista da Etiopia. Na hora que ele me falou que era etiope eu ja aproveitei pra usar o que tinha aprendido:
- O café de la eh bom demais nao eh? (poxa, pensei, se foi originado la eles devem manjar muito de café)

Oooh pergunta feliz que eu fiz, nunca tinha visto ninguem tao animado por saberem algo sobre o pais dele! No caso da Etiopia alias, acho que tudo o que todo mundo "sabe" eh que tem muita gente morrendo de fome e de AIDS por la…e o Abud ja deve estar de saco cheio disso…se eu que quando falo que sou brasileira nao aguento mais escutar “Ronaldinho” imagina ter que ser lembrado que teu pais ta todo ferrado. Acabei aprendendo com o Abud que alem do café, a Etiopia ainda tem a maior caverna e algumas das montanhas mais altas da Africa. Imagina so que bonito nao deve ser?

No final, o Abud me deu um super bem-vindo desconto no preco da corrida. O sonho dele eh se aposentar e voltar pra Etiopia e eu espero que sua generosidade o acompanhe aonde ele for… e que ele beba muito café do bom … la onde o café, o Abud e os seres humanos nasceram.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Inocencia

Eu tive um infancia tao boa, mas tao boa, que eu passei ela inteirinha acreditando que as pessoas sabiam o que estavam fazendo, e que gostavam do que faziam.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sobre o tedio

A relatividade do tempo eh experimentalmente comprovada quando se esta muito tempo sozinha. Comigo especialmente o que acontece eh um aumento na velocidade dos pensamentos, como eu nao estou conversando com ninguem eu penso muito e o papo fica entre mim e eu. No meu monologo tenho muita facilidade pra mudar de opiniao, vejo o lado positivo das coisas e logo em seguida ja vejo tambem o negativo. O resultado disso eh que geralmente penso em coisas que nao tem a menor chance de serem evidenciadas. Sem a menor expectativa de encontrar alguem para conversar eh comum que eu "entre" no tedio.

Estou percebendo que o tedio eh simplesmente uma sinceridade da vida. Tento me perceber sem querer escapar de ser uma pessoa, talvez, desinteressante. Sem querer ser interessante para ninguem me encontro, e esse encontro eh dificil, mas necessario. Necessario por que a minha maior curiosidade eh descobrir "um jeito de pensar" ou um "atalho de pensamento" que nos inspire e nos faca agir de modo a ser quem realmente somos e conscientes da vida ao nosso redor...
Veja que o tedio atrapalha tudo isso, atrapalha qualquer fonte de inspiracao e qualquer canal de consciencia…isso por que durante o tedio estamos fechados.
Repare, quando estamos entediados nenhum conselho eh bom. Voce pode ate saber que seu tedio, esse seu mal-estar na tarde de domingo, se resolveria com uma caminhada ao ar livre, se resolveria com voce mexendo o corpo, liberando uns hormonios na corrente sanguinea, respirando fundo enquanto repara na sua vizinhanca…mas vai falar isso para um entediado? Nada resolve. Quando estamos entediados estamos tanto na nossa cabeca, no nosso raciocinio, que nao queremos permitir o movimento. Ficamos nesse ciclo: O tedio do conforto e o desconforto do tedio.

Veja bem, nenhum conselho eh bem vindo por que o entediado tem que sair do tedio por ele mesmo. Isso eh algo que deveriam nos ensinar nas escolas, faz parte da vida publica, ajudaria nos relacionamentos e tudo mais.

As vezes para sair do tedio nem eh mesmo preciso gastar energia com movimento, um simples pensamento basta. Eu mesma estou matando o meu tedio escrevendo sobre ele aqui para voces, e isso esta me bastantando para essa sexta-feira a noite, vou dormir mais tranquila e feliz comigo.
Eh preciso entao que cada pessoa invente sua formula anti-tedionica. A minha sempre envolve um convite pra criatividade,ou um novo lema para as minhas circunstancias…agora estou nessa de sinceridades da vida e me interesso por tudo que fale de desenvolvimento…seja desenvolvimento de pessoas, de organizacoes, de cidades, paises. Saindo do tedio vou me definindo em insights e criando uns atalhos no meu pensamento pra quando o tedio bater na minha porta de novo…afinal, entre uma foto e outra ele sempre aparece.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

menos dezoito aos vinte e quatro

Depois de quase um mes no inverno americano me peguei fazendo trocadilhos assim:

E se inverno daqui for o inferno de outros mundos?

A priori eu decidi que simplesmente nao gosto do frio e que tudo bem, eu posso reclamar ate ele passar. Ate mesmo no supermercado me surprendi quando me vi reclamando que ta muito caro o preco do pimentao , o do limao entao nem se fala. O pior eh que a sopa de pimentao enlatada eh mais barata que o pimentao em si. Isso nao faz sentido na minha cabeca, mas na verdade levando em vista a situacao da natureza nessas bandas eh obvio que qualquer fruta ou legume fresco eh um luxo, e que a presenca deles por aqui eh algo que se tem que pagar caro pra ter. Mas eu em minha falta de paciencia resumo: se os pimentoes nao podem estar aqui, tambem nao deviamos estar a gente.

Pensei que nesse lema poderia levar o inverno, mas nao ta dando. Primeiro que rejeitar uma estacao da natureza soa quase um crime pra mim. Fico nessa batalha entre os sentidos e a filosofia e por batalhar me percebo mais agressiva. Mais agressiva e ironicamente menos forte. Sim, menos forte porque eu nao me sinto bem em ficar reclamando. E pensando bem nao vai dar mesmo pra continuar reclamando por mais dois meses. Dois meses pode ser muito tempo fazendo algo que nao se gosta. Por isso hoje decidi, vou me dedicar a aprender esse inverno.

Mas nao vai adiantar aprender atraves de aprendizados alheios. Que ninguem me venha dizer como as arvores sao lindas cristalizadas, isso alem de nao ajudar tambem tem me irritado.

Eu eh que quero ver a arvore e sentir como eh achar uma arvore congelada, bonita.

Talvez eu possa pensar que a arvore esta de ferias, ferias de fotossintese, ferias de passarinho, ferias da polinizacao, da dispersao, ferias de toda essa responsabilidade de ter que recriar.

No entanto, mesmo de ferias saber que a vida ainda esta ali, latente.
Eh a vida dessa latencia que eu quero aprender a enxergar, em mim e na arvore.